Com investimentos de R$ 23 bilhões previstos até 2028 e adoção em alta entre negócios de todos os portes, o Brasil vive um momento de transição real na relação com a IA.
Nos últimos dois anos, a inteligência artificial virou assunto de reunião executiva, manchete de portal e tema de palestra em todo evento de tecnologia. Em 2026, o tom mudou: a tecnologia saiu do estágio de promessa e entrou no estágio de exigência. Empresas que ainda estão “estudando o assunto” começam a ficar para trás em relação às que já têm agentes de IA integrados aos processos de atendimento, logística e análise de dados. Mas o que isso significa, na prática, para o mercado brasileiro?
Um estudo da IBM revelou que 78% das empresas brasileiras planejam ampliar seus investimentos em IA. O Brasil está se posicionando com um Plano Brasileiro de Inteligência Artificial que prevê investimentos de R$ 23 bilhões até 2028. Os números indicam que a adoção não é mais periférica: ela está sendo incorporada às decisões estratégicas de negócios em setores que vão de saúde e agronegócio a finanças e varejo. Alura
Da automação ao agente autônomo
Uma das principais tendências de 2026 é a evolução dos assistentes digitais para agentes autônomos, capazes de executar tarefas completas e tomar decisões com menor intervenção humana. Isso representa uma mudança qualitativa em relação à geração anterior de ferramentas de IA, que se limitavam a responder perguntas ou gerar textos. Os novos agentes conseguem navegar em sistemas, comparar opções, executar transações e reportar resultados, o que reduz significativamente a necessidade de interação humana em processos repetitivos. Scansource
Outra tendência consolidada são os modelos multimodais, que combinam texto, imagem, áudio e dados estruturados, ampliando a capacidade da IA de interpretar cenários complexos. Na prática, isso permite que um sistema identifique uma embalagem defeituosa em uma linha de produção, transcreva uma reunião e sugira ações de acompanhamento, tudo dentro da mesma plataforma. Para pequenas e médias empresas, ferramentas multimodais disponíveis via API tornam esse nível de automação acessível sem a necessidade de grandes equipes de desenvolvimento. Scansource
O debate sobre ética, governança e mão de obra qualificada
Com a popularização da IA, o debate sobre privacidade de dados, viés algorítmico, segurança cibernética e uso indevido de sistemas inteligentes ganha espaço não apenas entre especialistas, mas também em governos e na sociedade civil. A pressão por transparência no funcionamento dos algoritmos tende a crescer. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) já estabelece obrigações para o tratamento de dados pessoais, mas a regulação específica para sistemas de IA ainda está em construção. TechTudo
O Brasil enfrenta um déficit significativo de profissionais capacitados em inteligência artificial. Isso cria uma tensão entre a demanda crescente das empresas e a oferta de talentos no mercado de trabalho. Cursos técnicos, graduações em ciência de dados e programas de qualificação profissional são caminhos para quem quer entrar na área. Eventos como o Summit de IA Brasil, que acontece entre 18 e 20 de junho no Ágora Tech Park, em Joinville, reúne executivos, especialistas, pesquisadores e startups para debater aplicações práticas da tecnologia, são oportunidades de atualização e networking para profissionais da área. TechTudoSympla
Para acompanhar as tendências do setor, fontes como Alura (https://alura.com.br/artigos/mercado-de-ia) e TechTudo (https://techtudo.com.br) publicam análises regulares sobre o mercado de IA no Brasil.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez